2 de junho de 2010

Geraldo Holanda Cavalcanti tornou-se mais um imortal da ABL

O poeta, tradutor, ensaísta e memorialista Geraldo Holanda Cavalcanti foi eleito na tarde desta quarta-feira (2) o sucessor da cadeira 29 da Academia Brasileira de Letras, a ABL.

O posto era ocupado anteriormente pelo bibliófilo José Mindlin, morto aos 95 anos em fevereiro.

Concorriam ao posto, além de Cavalcanti, o sambista Martinho da Vila, o sociólogo e tradutor Muniz Sodré e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Eros Grau.

Cavalcanti foi diplomata por mais de 40 anos, tendo sido embaixador no México, na Unesco e na União Europeia. Estreou na poesia em 1964, com "O Mandiocal de Verdes Mãos". Em 1998, publicou "Poesia Reunida", pelo qual conquistou o prêmio Fernando Pessoa, da União Brasileira de Escritores, no ano 2000.

Por seu trabalho como tradutor recebeu, na Itália, em 1998, o Prêmio Internazionale Eugenio Montale. No ano seguinte, recebeu o Prêmio Paulo Rónai de Tradução, da Fundação Biblioteca Nacional, pela antologia bilíngue de Salvatore Quasimodo, e em 2006, o Prêmio de Tradução da Academia Brasileira de Letras pelo ensaio-literário e tradução de "O Cântico dos Cânticos". Publicou, ainda, traduções de poetas de língua espanhola --o colombiano Álvaro Mútis e o mexicano Carlos Pellicer.

Suas publicações mais recentes são "Encontro em Ouro Preto" (contos, 2007) e "As Desventuras da Graça" (memórias, 2010), ambos pela editora Record.

Fonte: UOL

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