30 de junho de 2010

"Cala a boca, Galvão" e o Vocativo

Copa do Mundo é sempre demais! Eu, particularmente, gosto muito e acompanho os jogos não só da Seleção Brasileira, mas também de outros países. Vi algumas zebrinhas pastando pela África, a seleção de Gana indo para as quartas de final, França e Itália dando mancada e saindo pela direita, enfim, esta Copa está muito boa.

Outra coisa de que gosto muito são as torcidas de seus respectivos países. Eles torcem mesmo: usam chapéus, perucas, pintam seus rostos, usam fantasias, é uma loucura.

O Brasil também não fica para trás com o verde-amarelo de sua roupa. Mas algo tem chamado à atenção desde o início da Copa. Uma faixa na torcida canarinho com os dizeres "Cala a boca, Galvão".

Esta frase virou um frenesi no Twitter com inúmeros seguidores que não gostam de ouvir o narrador esportivo da Rede Globo; fizeram também um boicote para não assistirem aos jogos da Seleção na Globo! Virou até sensação internacional.

Mas o que eu quero ensinar, através desta postagem, não é o amor que devemos ter com o Galvão. Percebam na foto acima que logo após a palavra "boca" vem uma vírgual e, em seguida, o nome "Galvão". Esta é a forma correta de separar um vocativo de uma oração, com uma vírgula.

Vocativo é o termo da oração cuja função é a de chamar ou interpelar um interlocutor, real ou imaginário. É o caso da frase "Cala a boca, Galvão", em que a "pessoa" está se dirigindo diretamente ao funcionário respeitadíssimo da Globo.

O vocativo é um termo independente dentro da oração. Não faz parte nem do sujeito, nem do predicato; por isso não pertence a nenhum dos grandes grupos dos termos da oração (essenciais, integrantes e acessórios). Vejam outros exemplos de vocativo, sempre separado por vírgula:

Muito bom-dia, senhora.
                                 Vocativo

Você, fique aí parado!
Vocativo

Fique onde está, Leonardo.
                                    Vocativo

Um comentário:

Anônimo disse...
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