Qualquer pessoa que se dispuser a fazer uma pesquisa na internet ou nas bases especializadas em publicações científicas ficará surpreso com a enorme quantidade de pesquisas que apontam a presença de estresse em professores. Algumas delas afirmam que 50% dos profissionais da educação apresentam sintomas associados às diversas fases do estresse, inclusive a de exaustão. Logo, o professor tem sido apontado como uma das maiores vítimas do estresse profissional, mais conhecido como Síndrome de Burnout. Esta síndrome caracteriza-se por um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional e é causada por circunstâncias concernentes às atividades profissionais, ocasionando sintomas físicos, afetivos, cognitivos e comportamentais. Inicialmente esta síndrome foi observada em cuidadores da área da saúde que desempenhavam função assistencial. A necessidade de doar-se intensamente a pessoas em situação de necessidade e dependência minava a saúde daquele que zelava por ela. Com o passar do tempo, a Síndrome de Burnout foi identificada em outras profissões, entre elas a de professor.São inúmeras as causas do estresse profissional do professor: mudanças constantes de currículo; insegurança profissional; incerteza de obter aulas a cada novo semestre; acúmulo de funções que outrora eram realizadas pelas secretarias e por gestores especializados e, sobretudo, falta de reconhecimento. A desvalorização da profissão de professor pelo corpo discente ou pela própria sociedade é um dos maiores responsáveis por este distúrbio. A sensação de impotência do professor pode chegar a extremos, quando este se depara com problemas que não dependem apenas de sua ação para serem resolvidos, principalmente aqueles relativos à degradação do sistema educacional.Alguns professores ainda afirmam ser bastante desgastante encontrar equilíbrio suficiente para mediar a relação entre os alunos. Sob estresse, ansiedade e muitas vezes quadros de depressão, é bastante penoso chamar a atenção, interromper a aula, motivar os alunos, intermediar conflitos etc. Curiosamente, a Síndrome de Burnout atinge professores motivados, que reagem a este desequilíbrio empenhando-se ainda mais. A desproporcionalidade entre o empenho do professor e os resultados obtidos por este reforça ainda mais sua frustração.Contudo, e apesar de toda a gama de pesquisas que apontam para a existência deste problema, a solução não pode ficar somente a cargo das instituições de ensino. O estresse é um fato que atinge a todos nós e, portanto, cabe a cada indivíduo treinar habilidades para o gerenciamento de danos, obtenção de níveis mais satisfatórios de autocontrole, de identificação de pensamentos negativos, e de utilização de apoio social para esta finalidade. Estes são os primeiros passos e algumas das alternativas para conviver e se adaptar aos novos tempos na busca pelo bem-estar e melhor qualidade de vida.Entre os principais sintomas do estresse destacam-se dificuldade de concentração, dores de cabeça e musculares, fadiga, ansiedade e depressão. Outro agravante são os problemas associados ao sono. Durante o processo do dormir ocorrem modificações fisiológicas e comportamentais importantíssimas que interferem nos processos cognitivos e de aprendizagem.
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21 de março de 2011
Posted by Marcia Moreira on segunda-feira, março 21, 2011 with No comments
Posted in Professor
26 de janeiro de 2011
Posted by Marcia Moreira on quarta-feira, janeiro 26, 2011 with No comments
Ontem, feriado em São Paulo, aproveitei a minha folga e fui fazer meu trabalho da pós-graduação. Peguei meu note e comecei a escrever, assistindo à televisão (eu não tenho vergonha mesmo). Coloquei no canal Studio Universal e comecei a assistir ao filme Front of the class (O primeiro da turma, em português), que conta a história de Brad Cohen, um homem, cujo sonho era ser professor. Até aí, tudo bem, o problema é que ele tem uma doença chamada sindrome de Tourette, que faz com que o cérebro mande mensagens constantemente ao seu corpo, sem controle algum, fazendo com que ele execute gestos com os braços, com a cabeça e, principalmente, com a voz, atrapalhando, muitas vezes, a própria concentração.
Bom, com este enredo, não me contive: parei de fazer o trabalho (terminei logo depois) e assisti ao filme até o final. Emocionei-me muito e torci bastante para o professor Cohen se dar bem no final.
É uma história de superação muito linda, baseada em fatos reais do professor Cohen. O exemplo dele é inspirador a todos que almejam seguir uma determinada carreira e se vê bloqueado por alguma dificuldade. Sigam o exemplo de Cohen, não desistam jamais.
Infelizmente, não podemos encontrar o livro em português, mas aqueles que querem se arriscar no inglês, aproveitem a leitura.
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7 de junho de 2010
Posted by Marcia Moreira on segunda-feira, junho 07, 2010 with No comments
Professor com medo de aluno. Esse é o clima em escolas públicas da região de Campinas. Um estudo, feito pelo Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo, revela que 34% dos professores campineiros já foram agredidos fisicamente por alunos e 58,3% já sofreram agressão verbal. Os casos são tão frequentes que professores e diretores tratam as ocorrências como caso de polícia.
Em Paulínia, no início do ano, uma professora teve de ser escoltada por GMs da escola pra casa, após ter sido ameaçada por alunos. O caso de Paulínia não é isolado. Um professor de matemática de Sumaré, que não quer se identificar, foi ameaçado por um aluno do ensino Médio, em março. Por impedir o estudante de usar o celular na sala, foi empurrado na parede e o aluno avisou que se vingaria.
Não só professores estão na mira. P.F.D. é inspetora numa escola estadual em Campinas. Em abril, foi ameaçada por um aluno e levou o caso pra polícia. “Essas agressões não vão dar em nada. Mas é crime”, disse. Para a Diretora do sindicato, Suely Fátima de Oliveira, nos últimos meses, a gravidade e a frequência das agressões aumentaram. O sindicato tem um site onde o professor registra casos de violência, mas ela recomenda fazer o BO.
A Secretaria de Educação de SP não dá números para “preservar as escolas” e informa que cada uma terá um professor pra mediar conflitos.
Fonte: UOL
9 de março de 2010
Posted by Marcia Moreira on terça-feira, março 09, 2010 with 1 comment
Levantamento realizado pela Fundação Victor Civita comprova uma percepção alarmante: a profissão docente não é considerada uma opção atraente pelos estudantes do Ensino Médio. Apenas 2% desejam cursar Pedagogia ou Licenciatura
"Se você comentar com alguém que está pensando em ser professor, muitas vezes a pessoa pode dizer algo do tipo: 'Que pena' ou 'Meus pêsames!'. Afinal, sabe que você vai ser desvalorizado e obter uma remuneração ruim.” É com essa chocante clareza que Thaís*, aluna do 3º ano do Ensino Médio de uma escola particular em Manaus, sintetiza uma noção preocupante para a Educação brasileira: cada vez menos jovens desejam seguir a carreira docente.
Embora essa impressão tenha se espalhado até mesmo entre quem não é da área, faltava dimensionar com contornos mais nítidos a extensão do problema. A área de Estudos e Pesquisas da Fundação Victor Civita (FVC) encomendou à Fundação Carlos Chagas (FCC) um mergulho no tema e os dados comprovam: apenas 2% dos estudantes que estão concluindo o Ensino Médio têm como primeira opção no vestibular graduações diretamente relacionadas à atuação em sala de aula - Pedagogia ou alguma Licenciatura. Outros 9% mencionam a intenção de cursar disciplinas da Educação Básica, como Letras, História e Matemática, o que não garante que venham a se interessar por lecionar.
(...)
Em linhas gerais, apesar de reconhecerem a importância do professor, os entrevistados afirmam que a profissão é desvalorizada socialmente, mal remunerada e possui uma rotina desgastante e desmotivadora. Para a grande maioria, não é uma carreira interessante a seguir).
(...)
Da blogueira. É triste saber que, por causa da desvalorização da profissão pelos nossos governantes, ser profissão é o que sobra para garantir um dinheirinho no final do mês. Não está sendo vista mais como uma carreira promissora. Também sou professora, mas saí das salas de aula de aula para começar uma carreira que sempre sonhei: a revisão de textos. O tempo em que estive na escola não foram dos melhores: indisciplina por parte dos alunos, professores pagando do próprio bolso serviço que deveriam ser de graça para esta categoria, baixos salários (antigamente, ser professor é garantia de bons salários) e tantos outros. Todos nós precisamos de um professor e, com esta realidade social, infelizmente os nossos "futuros professores" serão aqueles não com uma formação decente, mas com uma "fundo de quintal". O professor está se tornando um profissional em extinção.
"Se você comentar com alguém que está pensando em ser professor, muitas vezes a pessoa pode dizer algo do tipo: 'Que pena' ou 'Meus pêsames!'. Afinal, sabe que você vai ser desvalorizado e obter uma remuneração ruim.” É com essa chocante clareza que Thaís*, aluna do 3º ano do Ensino Médio de uma escola particular em Manaus, sintetiza uma noção preocupante para a Educação brasileira: cada vez menos jovens desejam seguir a carreira docente.
(...)
Em linhas gerais, apesar de reconhecerem a importância do professor, os entrevistados afirmam que a profissão é desvalorizada socialmente, mal remunerada e possui uma rotina desgastante e desmotivadora. Para a grande maioria, não é uma carreira interessante a seguir).
*(...) os nomes dos alunos ouvidos pela pesquisa foram trocados para preservar a confidencialidade do estudo.
(...)
Fonte: Revista Nova Escola
Da blogueira. É triste saber que, por causa da desvalorização da profissão pelos nossos governantes, ser profissão é o que sobra para garantir um dinheirinho no final do mês. Não está sendo vista mais como uma carreira promissora. Também sou professora, mas saí das salas de aula de aula para começar uma carreira que sempre sonhei: a revisão de textos. O tempo em que estive na escola não foram dos melhores: indisciplina por parte dos alunos, professores pagando do próprio bolso serviço que deveriam ser de graça para esta categoria, baixos salários (antigamente, ser professor é garantia de bons salários) e tantos outros. Todos nós precisamos de um professor e, com esta realidade social, infelizmente os nossos "futuros professores" serão aqueles não com uma formação decente, mas com uma "fundo de quintal". O professor está se tornando um profissional em extinção.
Posted in Professor
3 de março de 2010
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