2 de outubro de 2012

Frase, gramaticalidade e inteligibilidade



Dentro da liberdade de combinações que é própria da fala ou discurso – liberdade que permite a cada qual expressar seu pensamento de maneira pessoal, sem ter de repetir sempre, servilmente, frases já feitas, já estereotipadas – há certos limites impostos pela gramática, limites que impedem a invenção de uma nova língua cada vez que se fala.

Nossa liberdade de construir frases está, assim, condicionada a um mínimo de gramaticalidade – que não significa apenas nem necessariamente correção (há frases que, apesar de, até certo ponto, incorretas, são plenamente inteligíveis). Carentes da articulação sintática necessária, as palavras se atropelam, não fazem sentido – e, quando não há nenhum sentido possível, não há frase, mas apenas um ajuntamento de palavras.

GARCIA, Othon Moacyr. Comunicação em prosa moderna. São Paulo: Editora FGV, 2010.

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