27 de junho de 2012

Como a língua varia e evolui


Vem de fora. Seja por influência de índios, escravos e imigrantes, seja por mera globalização, nossa língua sempre acolheu bem palavras de fora. O inglês continuará sendo um grande fornecedor, mas a integração com a América do Sul pode render novos verbetes no dicionário.

Vem de dentro. Também tem tempero regional na mistura. O R caipira, o “tu” gaúcho e outras marcas lingüísticas (“jeitos de falar”) típicas devem permanecer firmes e fortes, por representarem um diferencial de sua comunidade de falantes em relação ao resto.

Vai renovando. Na língua, há um eterno movimento de aposentar palavras e estruturas que caíram em desuso e colocar em evidência novas expressões e formatos. Palavras nascem e morrem: se hoje ninguém solta um “cujo” na mesa de jantar, é sinal de que a saúde dele inspira cuidados.

Simplificar, jamais. Existe a idéia de que o português está ficando cada vez mais pobre. Não é bem assim: se expressar bem dá status. Mesmo que conjugações e flexões vão escasseando, os falantes da língua vão sempre encontrar formas complexas de se expressar e chamar atenção para si.

“A gente” humilde. Pesquisas mostram que a classe média baixa é a grande inovadora do nosso português. Aos poucos, expressões como “a gente” e “chama ela” vão ganhando prestígio social e devem virar norma. Esse movimento só tende a crescer com a expansão da classe C.

Leis que pegam. Basicamente, os brasileiros não escrevem como falam (MSN à parte) porque existem livros e professores dizendo que isso é errado. A gramática ensinada no colégio, apesar de estar gradualmente mais aberta a mudanças, inibe as transformações lingüísticas.

Fonte: Superinteressante

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