5 de julho de 2010

De onde vêm as palavras (16): É gente de meia-tigela

Em Portugal, nos tempos monarquicos, haia vários tipos de nobreza, entre os quais ganhavam destaque a nobreza territorial e a de títulos. Habitavam os palácios, porém, diversos rapazes que, dados os serviços domésticos que executavam para autoridades, tinham direito a rações, prescritas no Livro da cozinha del rel, diligenciada pelo veador, supervisor do mordomo-mor.

Tão logo chegavam à corte para trabalhar, moços vindos do interior eram tratados com desprezo pelos que já moravam no palácio. Não tendo direito ainda a moradia, recebiam apenas alimentaçao e, por isso, eram tratados com ironia pelos mais antigos com fidalgos de meia-tigela.

Fidalgos de meia-tigela jamais quebrariam a tigela, não porque soemnte dispusessem da metade dela, mas porque apenas os grandes fidalgos podiam quebrar a tigela por ocasião de ritos importantes.

Fonte: De onde vêm as palavras II

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