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26 de julho de 2012

Crase diante de siglas



Sobre a crase, sabemos que existem algumas regras e dicas para identificá-la. E quando a ocorrência for diante de siglas? Veja o exemplo no título de uma reportagem que vi hoje:

No título acima, não há erro algum, apenas quero mostrar identificar a crase diante de siglas:

• Primeiro, verificamos a regência da palavra que, nesse caso, é “ataque”. Ela rege as preposições “a” e “contra”; nesse caso, preferiu-se a preposição “a”.

• Depois, identificamos o significado da sigla: UPP – Unidade de Polícia Pacificadora. Sendo a primeira palavra feminina (Unidade), ocorre a crase; caso contrário, não há crase.

Lembramos que crase não é o acento, mas a fusão ou contração de duas vogais.

7 de junho de 2010

Crase (8)

Diante de pronomes relativos

A qual/as quais. Ocorrerá crase quando estes pronomes vierem antecedidos pela preposição a, exigida por um termo da oração que tais pronomes introduzem:

A cidade à qual iremos possui praias às quais chegaremos.

Observe que, nesse exemplo, os termos iremos e chegaremos regem a preposição a, que migra para antes dos pronomes relativos e com eles se fundem.

- Observação. Também nestes casos, a ocorrência da crase pode ser demonstrada pelo artifício de substituir os termos regidos femininos por masculinos correlatos:

O país ao qual iremos possui recantos aos quais chegaremos.

Quem e cuja. Os pronomes quem e cuja não admitem a anteposição do artigo; portanto, diante deles não ocorre crase:

Esta é a mulher a quem obedeço.

Este é o autor a cuja obra me refiro.

Nestes exemplos, o a é simplesmente preposição.

Que. Diante do pronome relativo que, normalmente não há crase, pois esse pronome não admite a anteposição do artigo.

Esta é a faculdade a que aspiro.

Esta é a cidade a que iremos.

Nestes casos, o a é simplesmente preposição.

- Observação 1. Poderá, no entanto, ocorrer a crase da preposição a com pronomes demonstrativos a e as (= aquele, aqueles) que aparecem antes do pronome relativo que:

Sua caneta era igual à (= àquela) que comprei.

- Observação 2. Em caso de dúvida, é possível verificar a ocorrência ou não de crase pelo recurso da substituição dos termos regidos por masculinos correlatos:

Este é o curso a que aspiro.

Este é o bairro a que iremos.

Seu lápis era igual ao que comprei.

Fonte: Curso prático de gramática

24 de maio de 2010

Crase (7)

Diante de pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s) e aquilo

Haverá crase com pronomes demonstrativos acima smpere que o termo regente exigir a preposição a. Observem estes exemplos:

Assisti àquele filme.
Assisit a + aquele filme.

Neste primeiro exemplo, o verbo assisitr, no sentido de "ver", "observar", rege a preposição a e, por isso, quando está diante destes pronomes (por serem palavras iniciadas pela letra "a"), ocorre a crase.

Vejam outros exemplos:

Aspiro àquela vaga.
Aspiro a + aquela vaga.

Sou fiel àquelas pessoas.
Sou fiel a + aquelas pessoas.

Fonte: Curso prático de gramática

17 de maio de 2010

Crase (6)

Diante das palavras "casa" e "terra"

Não ocorre crase diante das palavras casa (no sentido de "lar", "moradia") e terra ("chão firme"), uma vez aque tais palavras não admitem a anteposição do artigo a:

Voltamo a casa.

Os marinheiros desceram a terra.

Se, no entanto, tais palavras vierem especificadas, passam a admitir a anteposição do artigo e, consequentemente, poderá ocorrer a crase, desde que o termo regente exija a preposição a:

Voltamos à casa dos amigos.

Os marinheiros desceram à terra dos anões.

Fonte: Curso prático de gramática

13 de maio de 2010

Crase (5)

Diante de nomes de lugar

Alguns nomes de lugar admitem a anteposição do artigo, outros não.

Haverá crase diante de nomes de lugar se o termo regente exigir a preposição a e o termo regido (o nome do lugar) admitir a anteposição do artigo a. Para verificar se um nome de lugar admite ou não a anteposição do artigo "a", pode-se utilizar o seguinte artifício:

a) Se, ao formularmos uma frase com um nome de lugar regido pelo verbo vir, obtivermos a contração da, fica claro que diatne dele cabe o artigo, pois da é contração da preposição de com o artigo a:

Vim da Itália.
Vou à Itália.

Venho da Argentina.
Vou à Argentina.

b) Se, por outro lado, obtivermos simplesmente a preposição de, fica claro que diante de tal nome não ocorre o artigo a:

Vim de Roma.
Vou a Roma.

Venho de Curitiba.
Vou a Curitiba.

c) Se o nome de lugar que não admite o artigo vier especificado, ou seja, com um adjetivo, passará a aceitá-lo e, consequentemente, haverá crase, desde que o termpo regente exija a preposição a:

Vou à Roma antiga.
Vou à moderna Curitiba.
Conheço a bela Veneza.

d) É evidente que não ocorre crase em construções como: Conheço a Bahia; Visitamos a Itália, pois os termos regentes (conheço e visitamos) não exigem a prepoisção a, sendo estes verbos transitivos diretos. Nestes exemplos, o a é simplesmente o artigo feminino.

Fonte: Curso prático de gramática

3 de maio de 2010

Crase (4)

Quando a crase é facultativa

Há três casos em que pode ou não ocorrer a crase. São os seguintes:

1) Diante de nomes próprios de pessoas do sexo feminino:
Ele fez referência a Sandra. / Ele fez referência à Sandra.

2) Diante de pronomes possessivos femininos:
Obedeço a minha irmã. / Obedeço à minha irmã.
Referimos a sua mãe / Referimos à sua mãe.

3) Depois da preposição "até" quando esta indicar limite:
Fomos até a feira. / Fomos até à feira.
Caminharam até a escola / Caminharam até à escola.

Fonte: Curso prático de gramática

29 de abril de 2010

Crase (3)

Expressões adverbiais, prepositivas e conjuntivas

O(s) a(s) das expressões adverbiais, prepositivas e conjuntivas formadas por palavras femininas deve receer o acento grave: à tarde, à noite, à vontade, à procura, às pressas, às escondidas, à moda, à medida que, à proporção que, à exceção de, à beira de etc.

Vejam alguns exemplos:
Saímos à meia-noite.
Vendi à vista o relógio que ganhei numa rifa.
Ando à procura de um amigo.
Andava às pressas.
Agia às escondidas.
Pediu um bife à milanesa. (= à moda)
No restaurante pediu uma moqueca à capixaba. (= à moda)
À medida que caminhavam, todos iam ficando cansados.
Se a expressão adverbial or formada por palavra masculina ou se a preposição que introduz a expressão adverbial for outra diferente de "a", não ocorrerá a crase. Observem:
Trazia a bolsa a tiracolo.
Atravessou o rio a nado.
Escreveu a resposta a lápis.
Fez tudo a toque de caixa.
A cor fica a critério do cliente.
Chegou após as dez horas.
Ele não vê o irmão desde a semana passada.
A reunião ficou marcada para as cinco da tarde.
Fonte: Curso prático de gramática

26 de abril de 2010

Crase (2)

Não ocorre crase



Vimos que uma das condições para que ocorra a crase é o termo regido admitir a anteposição do artigo a ou as. Quando não houver o artigo feminino, evidentemente não haverá crase. Sabendo disto, vamos observar as ocorrências em que não ocorre crase:

1. Diante de palavras masculinas:
Isto cheira a perfume.
Gostava de andar a .

2. Diante de verbos no infinitivo:
Ainda há muita coisa a fazer.
Estava disposto a ganhar o concurso.

3. Diante da maioria dos pronomes:
Entregaram o prêmio a ela.
Peço licença a Vossa Excelência.
Fizeram referência a esta carta.
Não fizeram alusão a alguma possibilidade de devolução da mercadoria.
A pessoa a que me referi não está presente neste momento.

Observações:
a) Diante dos pronomes pessoais de tratamento senhora e senhorita, há ocorrência da crase: Dizia à senhora o ocorrido de ontem.
b) De acordo com a regência, ocorre a crase nos relativos “a qual” e “as quais”: A amiga à qual perdoei está doente (Eu perdoei à amiga).

4. Nas expressões formadas por palavras repetidas:
Gota a gota; frente a frente; ponta a ponta; passo a passo; dia a dia.

5. Diante de substantivos empregados em sentido genérico:
Falava a pessoas desinteressadas.
Fez alusão a cidades litorâneas.
Não se referiu a criatura alguma.

Observação. Percebam que o substantivo usado de maneira genérica pode estar tanto no singular como no plural.

6. Antes do artigo definido “uma”:
Já assistiram a uma tourada?
Você faz jus a uma recompensa.

7. Antes de numeral cardinal:
O vilarejo fica a duas léguas da cidade.
Chegarei daqui a quatro dias em sua casa.

23 de abril de 2010

Crase (1)

Este é um assunto que muitos já estão "carecas de saber", e ainda não sabem utilizar o acento grave corretamente quando há crase.

Pra começar, crase não é acento, portanto, não está correto a pessoa perguntar se “há crase neste 'a'?”.

A palavra “crase” vem do grego krasis e significa “fusão”, “junção”, que é o encontro de vogais idênticas;  na nossa língua, é a letra a (preposição + artigo). O nome do acento indicador da crase é grave.
A regra geral para a crase é quando o termo regente (um adjetivo ou um verbo) exigir a preposição "a", e o termo regido (substantivo) admitir o artigo "a" ou "as". Vejam estes exemplos:

Eu me referi à diretora.
Eu me referi a + a diretora.

Era insensível à dor. 
Era insensível a + a dor.

Eu conheço a aluna.
Eu conheço ø a aluna.

No primeiro caso, o verbo referir-se rege obrigatoriamente a preposição "a" (caso tenham dúvida, consultem um dicionário de Regência Verbal) e o substantivo diretora é uma palavra feminina, regido pelo artigo feminino "a". Portanto, houve a crase.

No segundo exemplo, o adjetivo insensível rege a preposição a, e o substantivo dor também é uma palavra feminina, sendo regido pelo artigo feminino "a". Então, há também a ocorrência da crase.

No terceiro exemplo, o verbo conhecer não rege preposição alguma por ser um verbo transitivo direto. Aluna é um substantivo feminino, regido pelo artigo feminino "a". Conclusão: não há crase.

By Professora Marcia Moreira